Amazônia: a ameaça da insensatez
Publicado em June 19, 2008
Categorias: Ecologia |
A Amazônia e outras florestas brasileiras estão ameaçadas por um projeto de lei que, se aprovado, autorizará a derrubada de até 50% da vegetação nativa. Já passou no Senado e tramita agora na Câmara dos Deputados.
De quebra, legaliza praticamente todos os desmatamentos que, nos últimos 40 anos, derrubaram cerca de 700 mil quilômetros quadrados da área original de floresta - o equivalente a quase três estados de São Paulo.
Com base nas taxas anuais de destruição de floresta, estima-se que, em duas décadas, 31% dela estarão derrubados, outros 24% degradados e a Amazônia prevista para virar uma savana até o final desse século. O projeto de lei é um sinal verde para as motosserras acelerarem esse processo.
Você pode ajudar
Acesse o site www.meiaamazonianao.org.br e diga aos deputados e senadores que 50% é igual a zero e você quer uma Amazônia por inteiro.
Particularmente, este projeto de lei me angustia muito. Conheço razoavelmente a Amazônia, pois na década de oitenta dirigi um projeto agropecuário no Sul do Pará. Por experiência própria, aprendi que, na sua maior parte, o solo amazônico é muito frágil e não suporta a pecuária e nem a agricultura intensiva. Desmatando a floresta, nós estamos trocando a sua rica e ainda pouco conhecida biodiversidade por futuros deserto estéreis. Faz-se necessário reagirmos a esta legislação insensata, nascida da combinação de cobiça, ignorância, corrupção e descaso.
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Comentários
Uma Resposta para “Amazônia: a ameaça da insensatez”
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Meia Amazonas não, zero desenvolvimento não, safados que se aproveitam desta situação não.
100 milongs cuidando da amazonia não.
Não posso disser que não estou ao lado do desmatamento. não posso disser que sou contra aos madereiros. Acho que podemos dividir este enorme problema em duas áreas. primeiramente definir a area de amazonia Real e não Legal.Definitivamente proíbir na amazomnia Real o desmatamento- Meiamazonasnão.
Para esta área seria desenvolvido um sistema de acompanhamento por satelite visando a sua conservação, inclusive o comportamento de indios, supostamente aculturados e que negociam com madereiros e outros exploradores da mata, na sua maioria protegidos pelas ONGs internacionais. não as ONGs nesta área, poder público sim
A segunda parte do problema, amazonia não legal, chamada de cerrado pelo govermador do Mato Grosso, seria obrigada a proceder a um programa de reflorestamento da área até o limite de 50% da área.
Claro que uma policia de floresta e uma atuação eficiente do IBAMA iriram monitor esta área.
Um programa de capacitação contextualizada do cacloco amazonense de forma criativa seria implantado com as super-ricas e disponíveis verbas do FAT.