Há algo pior para a criatividade do que um gerente pessimista?

por Jairo Siqueira · 1 comentário

em Criatividade, Liderança, Motivação

Uma pessoa jamais deve ser indicada para um cargo gerencial se sua visão foca as deficiências das pessoas ao invés dos seus pontos fortes. Peter Drucker.

microgerenciamentoNosso pessoal é o nosso mais valioso patrimônio. Quantas vezes você já ouviu este chavão? Toda empresa “moderna” se sente na obrigação de incluir uma variante desta frase nas suas declarações de políticas e princípios. No entanto, com muita freqüência, não passam de  frases vazias, conversa fiada.

Peter Drucker tocou num ponto crítico para as organizações que pretendem ser criativas e inovadoras. A escolha dos gerentes, líderes de equipes, é uma das decisões mais importantes para a empresa demonstrar, ou não,  seu genuíno compromisso com a valorização de seu patrimônio humano.

O verdadeiro líder é aquele que encoraja e ajuda aqueles que lidera a se tornarem o melhor que eles podem ser. Ele une as pessoas e faz com que cada habilidade individual contribua para a realização do objetivo comum. O gerente-líder identifica os talentos da sua equipe e a orienta no aprimoramento destes talentos. Ele é uma fonte de inspiração e motivação de atitudes de dedicação, cooperação e de aprendizado permanente.

Um gerente que só vê defeitos e é cego para os pontos fortes das pessoas é incapaz obter e manter um alto desempenho em qualidade e produtividade. Pior do que isso, ele se torna um fator de desvalorização e de desatualização do patrimônio humano, uma fonte de estresse e desagregação. Como gerente, ele pode realizar as tarefas, mas com resultados que dificilmente compensarão os estragos sobre o moral e auto-estima de sua equipe.

Qual o remédio? O melhor que as empresas podem fazer é investir no desenvolvimento das competências gerenciais de seus gerentes potenciais, especialmente nas habilidades de liderança. É claro que nem todos nasceram para ser grandes líderes, mas pelo menos podem aprender a tratar seus colaboradores e colegas com respeito, dignidade e mais confiança no potencial de cada um. É claro também que nada disso tem algum valor se a alta direção não adotar a mesma postura em relação a seus gerentes. O exemplo que vem de cima é sempre a lição que realmente vale e permanece. O discurso deve ser confirmado pela prática.

O melhor executivo é aquele que tem o bom senso de escolher boas pessoas para fazer o que ele quer realizar, e se autocontrolar para evitar se intrometer com elas enquanto fazem o seu trabalho. Theodore Roosevelt.

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Araguaci Carlos de Andrade março 20, 2009 às 00:59

Tive um chefe assim e os dias eram terríveis.
Saia de casa para o trabalho com desânimo e com pavor do que viria pela frente.

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