Há algo pior para a criatividade do que um gerente pessimista?
Publicado em March 15, 2009
Categorias Criatividade, Liderança, Motivação | 1 Comentario
Uma pessoa jamais deve ser indicada para um cargo gerencial se sua visão foca as deficiências das pessoas ao invés dos seus pontos fortes. Peter Drucker.
Nosso pessoal é o nosso mais valioso patrimônio. Quantas vezes você já ouviu este chavão? Toda empresa “moderna” se sente na obrigação de incluir uma variante desta frase nas suas declarações de políticas e princípios. No entanto, com muita freqüência, não passam de frases vazias, conversa fiada.
Peter Drucker tocou num ponto crítico para as organizações que pretendem ser criativas e inovadoras. A escolha dos gerentes, líderes de equipes, é uma das decisões mais importantes para a empresa demonstrar, ou não, seu genuíno compromisso com a valorização de seu patrimônio humano.
O verdadeiro líder é aquele que encoraja e ajuda aqueles que lidera a se tornarem o melhor que eles podem ser. Ele une as pessoas e faz com que cada habilidade individual contribua para a realização do objetivo comum. O gerente-líder identifica os talentos da sua equipe e a orienta no aprimoramento destes talentos. Ele é uma fonte de inspiração e motivação de atitudes de dedicação, cooperação e de aprendizado permanente.
Um gerente que só vê defeitos e é cego para os pontos fortes das pessoas é incapaz obter e manter um alto desempenho em qualidade e produtividade. Pior do que isso, ele se torna um fator de desvalorização e de desatualização do patrimônio humano, uma fonte de estresse e desagregação. Como gerente, ele pode realizar as tarefas, mas com resultados que dificilmente compensarão os estragos sobre o moral e auto-estima de sua equipe.
Qual o remédio? O melhor que as empresas podem fazer é investir no desenvolvimento das competências gerenciais de seus gerentes potenciais, especialmente nas habilidades de liderança. É claro que nem todos nasceram para ser grandes líderes, mas pelo menos podem aprender a tratar seus colaboradores e colegas com respeito, dignidade e mais confiança no potencial de cada um. É claro também que nada disso tem algum valor se a alta direção não adotar a mesma postura em relação a seus gerentes. O exemplo que vem de cima é sempre a lição que realmente vale e permanece. O discurso deve ser confirmado pela prática.
O melhor executivo é aquele que tem o bom senso de escolher boas pessoas para fazer o que ele quer realizar, e se autocontrolar para evitar se intrometer com elas enquanto fazem o seu trabalho. Theodore Roosevelt.
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Tive um chefe assim e os dias eram terríveis.
Saia de casa para o trabalho com desânimo e com pavor do que viria pela frente.