A árvore dos problemas, uma lição de vida e criatividade

Publicado em February 27, 2010
Categorias: Criatividade, Fábulas e Metáforas | 1 Comentário

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O que você faz com seus problemas no final do dia? Leva-os para casa e os convida para a mesa de jantar? Ao dormir, você permite que eles se deitem na sua cama e transformem seus sonhos em pesadelos?

A maneira como lidamos com nossos problemas diários tem um forte impacto sobre nossa saúde física e mental, sobre nosso desempenho profissional e, especialmente, sobre nossa vida familiar. Se deixarmos os problemas à solta, nossa mente tem a tendência de aumentá-los. Alimentados pelo nosso lado pessimista, problemas normais do dia a dia se transformam e assumem em nossa mente proporções que, na maioria das vezes, não correspondem à realidade dos fatos. As soluções parecem inalcançáveis e somos dominados pelo desânimo e pela falta de criatividade.

Estas reflexões me trazem à memória uma pequena história de autor desconhecido que nos fala de uma maneira criativa de lidar com os problemas da vida e do trabalho, vamos a ela.

A árvore dos problemas

Autor desconhecido

Eu contratei um carpinteiro para me ajudar a restaurar uma velha casa de fazenda. Ele teve um dia de trabalho muito pesado. Um pneu furado fez com que ele perdesse uma hora de trabalho, sua serra elétrica pifou e, no fim do dia, o motor de sua velha camionete se recusou a funcionar. Ele permaneceu totalmente em silêncio, enquanto eu lhe dava uma carona até sua casa.

Ao chegarmos, ele me convidou para conhecer sua família. Quando nos dirigíamos para a entrada da casa ele parou frente a uma pequena árvore e tocou as pontas de alguns galhos com ambas as mãos. Assim que a porta abriu, ele mudou seu semblante totalmente. Sorrindo ele abraçou com alegria seus dois filhos pequenos e beijou sua esposa.

Quando ele me acompanhava até o carro, eu não resisti e perguntei qual o significado do que ele tinha feito quando passamos pela árvore antes de entrar em casa. “Oh, esta é a minha árvore dos problemas”, ele respondeu. “Eu sei que não há como evitar alguns problemas no trabalho, mas de uma coisa estou certo, problemas não devem entrar em minha casa, onde estão minha esposa e filhos. Então, eu simplesmente penduro os problemas na árvore antes de entrar em casa. De manhã eu os pego de volta” Ele sorriu e disse: “Uma coisa engraçada, quando eu os pego de manhã, eles são menos numerosos e menos graves do que eram quando eu os pendurei na noite anterior”.

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O elo ignorado entre a satisfação dos trabalhadores e a lealdade dos clientes

Publicado em February 7, 2010
Categorias: Criatividade, Inovação, Liderança, Motivação | Deixe seu comentário

As pessoas são o nosso principal patrimônio. Quantas vezes você já ouviu esta frase? Ela está presente nas declarações da política de recursos humanos e nos discursos de dirigentes, palestrantes e motivadores profissionais. Mas, com sinceridade, quantas vezes você já teve a oportunidade de ver este chavão transformado em ações efetivas e consistentes?

Com muita frequência, esta frase expressa a necessidade e o desejo de se obter o pleno engajamento dos trabalhadores nos desafios de inovação de produtos e serviços, melhoria da qualidade, produtividade e rentabilidade da empresa. Se o papel dos trabalhadores na criação de valor fosse mais bem compreendido, os dirigentes se empenhariam mais em transformá-la em realidade.

A cadeia de criação de valor

A importância do engajamento dos trabalhadores começou a ser mais bem entendida a partir de 1994 com a publicação do artigo Putting the Service Profit Chain to Work por James Heskett e seus colegas da Harvard Business School.

O modelo que eles criaram não poderia ser mais intuitivo: a Satisfação dos Trabalhadores gera Retenção dos Trabalhadores, que gera a Produtividade dos Trabalhadores, que gera Valor nos Serviços, que gera a Satisfação dos Clientes, que gera a Lealdade dos Clientes, que gera Rentabilidade e Crescimento. Em resumo: trabalhadores engajados resultam em clientes leais que significam maiores lucros. Se os trabalhadores e os clientes estão felizes, os acionistas também estarão.

Os gerentes e o engajamento dos trabalhadores

Salários e benefícios generosos podem atrair pessoas talentosas e experientes, mas não são garantias de um genuíno engajamento. O segredo do verdadeiro engajamento está na criação de um clima organizacional em que as pessoas sintam que suas contribuições são valorizadas e que elas são estimadas pelo que são e reconhecidas pelo que produzem.

Os gerentes de linha, que formam as interfaces finais entre a organização e seus colaboradores, têm um papel vital na conquista de seus corações e mentes e no despertar da criatividade. Eles estão na melhor posição para conhecer e orientar cada um de seus colaboradores e, através de suas atitudes, criarem o clima de dedicação e compromisso com os clientes e resultados.

Elogiar os trabalhadores por realizações que às vezes passam despercebidas, fornecer feedback e orientação sobre como podem melhorar e propiciar oportunidades de desenvolvimento profissional são ações que os gerentes podem realizar no dia a dia e com enormes impactos no engajamento de sua equipe e no aprimoramento de suas habilidades criativas. Os gerentes de linha têm um papel fundamental para o perfeito funcionamento da cadeia de criação de valor, ou seja, em fazer com que trabalhadores engajados gerem clientes leais e acionistas contentes.

Os trabalhadores são leais às empresas que dizem que eles são valiosos e que realmente fazem o indispensável para tratá-los como tal. Os líderes inovadores reconhe­cem que o dinheiro, a remuneração justa e equitativa, têm um papel muito importante na motivação. Mas vão além e traba­lham ativamente para remover as barreiras que impedem as pessoas de colocar os seus talentos, a criatividade e conhecimentos a serviço da melhoria continua dos serviços, dos produtos e da plena satisfação de seus clientes.

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Inovação: Como lidar com os insucessos e dar a volta por cima

Publicado em January 24, 2010
Categorias: Inovação | 2 Comentários

Viver é muito perigoso, carece de muita coragem, dizia Riobaldo Tatarana, principal personagem de Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa. Seja no trabalho, seja nos assuntos pessoais, a vida é cheia de desafios e perigos. Em alguns temos sucessos, em outros fracassamos. Assim é a vida, e as pessoas bem sucedidas não são aquelas que acertam sempre, o que é muito improvável, mas as que se recuperam rapidamente dos eventuais fracassos, aprendem com seus erros e seguem em frente. Ou como diz a canção: Levantam, sacodem a poeira e dão a volta por cima.

Aponte alguém que nunca errou e eu te mostrarei uma pessoa que, ou é um dissimulador que esconde seus erros, ou um cego que não os enxerga, ou um indeciso que não se arrisca e não realiza nada.

No primeiro grupo estão pessoas que tentam esconder e esquecer seus insucessos e estão fadadas a cometerem repetidamente os mesmos erros. São pessoas imaturas e incapazes de lidarem objetivamente com os sentimentos negativos associados aos fracassos.

No segundo grupo estão as pessoas que preferem racionalizar seus erros, ao invés de analisá-los e conhecer suas verdadeiras causas. As falhas são sempre resultantes de má sorte, ou causadas por outras pessoas ou forças externas. Neste caso, continuarão também a repetir os mesmos erros. Estão sempre munidas das mais variadas justificativas que as eximem de qualquer responsabilidade.

No terceiro grupo estão aqueles que, por temor de errar, não se arriscam nunca. Preferem se acomodar e conviver com ideias e métodos ultrapassados, pois temem correr o risco de serem acusadas de incompetência e irresponsabilidade.

Pessoas maduras lidam com os insucessos de uma forma objetiva

Elas reconhecem que não há prêmio sem riscos e que, apesar de todos os cuidados, o insucesso ronda os empreendedores e inovadores. Sabem que, em muitos casos, o sucesso final resulta de muitas tentativas e da superação de vários percalços. Elas também aprendem a distinguir o erro honrado do erro por negligência ou temeridade. A falhas honradas são decorrentes de tentativas honestas, planejadas e bem intencionadas de se fazer algo novo ou diferente. Elas têm o hábito de refletir sobre seus erros e entender o que aconteceu e por que. Agindo assim, transformam os erros em valiosas oportunidades de aprendizado e de melhoria contínua.

Eu sinceramente acredito que os únicos fracassos realmente lamentáveis são aqueles em que você podia tentar, mas não tentou, desistindo antes de começar. Os outros insucessos são apenas partes da jornada e do aprendizado. Também acredito que o verdadeiro aprendizado vai além do que nos ensinam nas salas de aula. O verdadeiro aprendizado nasce de uma reflexão honesta e objetiva sobre as razões de nossos sucessos e insucessos, quando identificamos as boas práticas que devem ser cultivadas e as más práticas que devem ser abandonadas.

Ninguém acerta 100% das vezes. Se você deseja o sucesso, tem de passar por alguns fracassos. Como você lida e se recupera de seus insucessos? Você acredita que os erros oferecem realmente uma oportunidade de aprendizado?

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Procrastinação: como se livrar do mau hábito de deixar para depois o que pode ser feito agora

Publicado em January 9, 2010
Categorias: Criatividade, Produtividade | 2 Comentários

Como reconhecer e neutralizar os sentimentos negativos que nos levam a procrastinação, a tendência de deixar para depois as tarefas importantes, mas desagradáveis ou difíceis.

Procrastinação é o ato de esquivar-se de uma tarefa que necessita ser realizada. É o mau hábito de deixar para amanhã o que pode ser feito hoje. Isto pode nos levar a ter sentimentos de culpa, desajuste, depressão e baixa autoestima. A procrastinação pode ocasionar conseqüências dolorosas, como o insucesso profissional e a frustração nos assuntos e negócios particulares.

Procrastinação não é simplesmente uma forma de preguiça. Ela surge por razões variadas, incluindo:

Sinais de alerta

A tendência de deixar para depois as tarefas mais difíceis e desagradáveis está sempre presente e o combate à procrastinação exige um alerta constante. Os verdadeiros procrastinadores apresentam cinco comportamentos reveladores:

  1. Sobreestimam o tempo necessário para realizar alguma coisa.
  2. Superestimam o tempo disponível para realizar alguma coisa.
  3. Superestimam o quanto estarão motivados para realizar alguma coisa mais tarde.
  4. Acreditam erradamente que não é recomendável trabalhar numa tarefa quando não estão muito bem dispostos a fazê-la.
  5. Acreditam erradamente que, para ter sucesso numa tarefa, eles têm que desejar fazê-la.

Como combater a procrastinação?

A procrastinação começa com alguma espécie de sentimento negativo que nos desvia das tarefas importantes. Se você puder reconhecer e reformular alguns destes sentimentos de ansiedade e dúvidas, você poderá elaborar um plano para combater a tendência à procrastinação e gerenciar melhor o seu tempo.

Problema

Solução

Perfeccionismo e expectativas irreais:

Pensar que você não fez o melhor que possivelmente poderia fazer. O trabalho nunca está suficientemente bom para ser entregue.

  1. Pare de procurar a perfeição a qualquer custo.
  2. Defina um prazo firme para terminar.
  3. Comece logo e faça o melhor que você conseguir neste prazo.
  4. Examine e corrija mais tarde.

Medo de falhar: Pensar que se não fizer o melhor, você é um fracassado. Ou pensar que, se falhar num teste, você, como pessoa, é um fracasso, ao invés de pensar que você é uma pessoa normal que falhou num teste.

  1. Reflita sobre a falha e use-a para aprender. Como posso fazer melhor na próxima vez?
  2. Aplique o que aprendeu na próxima tarefa ou teste.

Achar a tarefa enfadonha: Ficar paralisado pensando nos aborrecimento que terá na execução de uma tarefa tediosa e cansativa.

  1. Focalize suas prioridades e objetivos.
  2. Concentre-se nos resultados a serem obtidos.
  3. Prometa a si mesmo uma recompensa pela execução da tarefa, alguns momentos de relaxamento.

Medo e ansiedade: Sentir-se esmagado pela complexidade e tamanho da tarefa e com medo de falhar. Como resultado, você gasta muito de seu tempo angustiado com o que tem a fazer, ao invés de agir.

  1. Divida a grande tarefa em tarefas menores.
  2. Estabeleça metas específicas e realize uma de cada vez.

Dificuldade de concentração: Sentado à sua mesa, você se vê a sonhar, flutuando no espaço, navegando pela Internet sem propósito, etc., ao invés de se dedicar à sua tarefa.

  1. Esforce-se para fazer algo e dar a partida: organize seu local de trabalho; leia ou revise o que já foi feito.
  2. Comprometa-se a trabalhar na tarefa pelo menos 10 minutos.
  3. Comprometa-se com mais 10 minutos e assim por diante, até engrenar.

Fraco gerenciamento do tempo: Procrastinação significa que seu tempo não está sendo administrado com inteligência. Você pode estar inseguro quanto às suas prioridades, objetivos e metas. Como resultado, você se dedica a tarefas menos importantes, sem planejamento.

  1. Defina suas prioridades de acordo com a importância e urgências das tarefas.
  2. Prepare sua lista de coisas a fazer, de acordo com as prioridades definidas.
  3. Siga seu planejamento e não o que seria mais agradável fazer.

Problemas pessoais: dificuldades financeiras, conflitos no trabalho, problemas familiares ou amorosos, etc.

Procure um conselheiro, um profissional ou um amigo que possa ouvi-lo e orientá-lo.


Estude e identifique as causas que o estão levando à procrastinação e combata os maus hábitos. Comece já, agora!

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Gerencie seu tempo: primeiro o mais importante

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Gerencie seu tempo: primeiro o mais importante

Publicado em December 26, 2009
Categorias: Criatividade, Inovação, Produtividade | Deixe seu comentário

Gerenciar o tempo é mais do queTempo-4 pegar uma agenda e elaborar uma lista de coisas a fazer. Envolve uma reflexão sobre o significado de sucesso e as prioridades para atingi-lo.

Em dois artigos anteriores, Como usar melhor o seu tempo e se tornar mais eficaz e produtivo e Gerencie seu tempo: trabalhe com mais inteligência e menos esforço, apresentei algumas técnicas para administração do tempo.

Quando falo sobre a importância da administração do tempo, não estou falando sobre uma vida de correrias insanas atrás de minutos e segundos, como o Coelho de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol. O Coelho está sempre a correr e a olhar para o relógio e se lamentando: “Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! Vou chegar tarde!”. Este é um modo de vida miserável, que não vale a pena ser vivido.

A administração do tempo se baseia numa atitude totalmente diferente. Esta atitude envolve uma profunda reflexão sobre:

  1. O que queremos na nossa vida, nossos sonhos e valores.
  2. O significado do nosso trabalho, nossa família, nossos amigos e da comunidade onde vivemos.
  3. Qual o significado de sucesso e de uma vida equilibrada e saudável.
  4. Quais as nossas prioridades e como vamos aplicar nosso tempo para realizar nossos propósitos.

A administração do tempo é, na verdade, a organização de nossa vida em relação ao modo como usamos o tempo para realizar nossos sonhos e planos de uma forma tranqüila, saudável, equilibrada e sem estresse É uma ferramenta importante na nossa procura por uma vida bem vivida e alcance de sucesso profissional, espiritual, familiar e social.

Na apresentação a seguir uso uma interessante metáfora para resumir a essência dos dois artigos citados. Clique na figura para abrir os slides (PowerPoint).

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