Sete atitudes para sufocar a criatividade de sua equipe

Publicado em November 30, 2008
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Através de suas atitudes os gerentes conservadores e acomodados podem enviar diariamente poderosas mensagens que inibem a criatividade de seus colaboradores e sufocam as iniciativas de inovação dos processos, produtos e serviços aos clientes. Eis algumas das mais nocivas:

  1. Olhe cada nova idéia de sua equipe com suspeita. Primeiro porque elas são novas, segundo porque elas vêm de baixo.
  2. Trate a identificação de problemas como um sinal de fracasso, algo que deve ser mantido escondido. Desencoraje qualquer discussão sobre as coisas que não funcionam e precisam ser melhoradas.
  3. Mantenha tudo sobre o seu estrito controle e deixe claro que você é a única pessoa que pode pensar.
  4. Expresse suas críticas com rispidez e seja impaciente com as sugestões de seus colaboradores.
  5. Ao invés de analisar e discutir as idéias que lhe são apresentadas, submeta-as às críticas de outros departamentos ou comitês. Isto o dispensará de tomar decisões, pois você considerará somente as idéias sobreviventes, se houver alguma.
  6. Mantenha sua equipe desinformada sobre os objetivos estratégicos e os grandes desafios da empresa. Assim, eles se manterão acomodados e despreocupados, sem aborrecê-lo com perguntas e sugestões.
  7. Acima de tudo, nunca se esqueça que você, como membro da alta gerência, já conhece tudo de importante neste negócio. Você não precisa que lhe digam o que pode ser mudado e nem como ou quando.

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O segredo da criatividade de Walt Disney

Publicado em November 16, 2008
Categorias: Criatividade, Princípios e Conceitos, Técnicas e Ferramentas | Deixe seu comentário

A habilidade de Walt Disney de transformar suas idéias criativas em sucessos comerciais, o qualificam como um gênio do mundo do entretenimento.  O sucesso mundial de seus desenhos animados, espetáculos ao vivo e parques demonstra uma habilidade única de pegar fantasias que só existem na imaginação e criar personagens, enredos e experiências concretas que impactam a sensibilidade de pessoas de diversas culturas.

Robert Dilts, um dos pioneiros da Programação Neuro-Linguística (NLP), estudou o processo criativo de Walt Disney, revelando sua habilidade especial de compreender, sintetizar e simplificar princípios muito básicos, mas ao mesmo tempo muito sofisticados. Revela uma estratégia de pensamento criativo que explora como ordenar e usar as habilidades mentais de sonhar, analisar criticamente e concretizar seus planos. Conforme as palavras de um dos parceiros de Disney:

“… havia na realidade três diferentes Walts: o sonhador, o realista e o desmancha-prazeres. Você nunca sabia qual deles viria para a reunião”.

Walt Disney usava e coordenava sua imaginação (o sonhador), traduzia metodicamente suas fantasias em formas tangíveis (o realista) e aplicava seu julgamento crítico (o crítico).

As três perspectivas do processo criativo de Walt Disney

O Sonhador: aquele que sonho alto e dá asas a imaginação, sem medo, inibições e censura. Tudo é possível, o céu é o limite.

O Realista: aquele que faz as coisas acontecerem. Pensa de maneira construtiva e sabe como planejar, estabelecer prazos e metas, definir responsabilidades e dimensionar recursos.

O Crítico: aquele que se concentra no que pode dar errado e sempre encontra furos nas idéias e nos planos. É essencial, pois sabe como localizar as falhas e possibilita a tomada de ações preventivas para eliminar as causas de problemas potenciais.

Você os reconhece? Provavelmente sim, não somente em si mesmo, mas também em outras pessoas. Cada um de nós traz dentro de si o sonhador, o realista e o crítico. Algumas pessoas são naturalmente mais inclinadas para um destes perfis do que para os outros. Mas isto é bom, pois todas estas três habilidades mentais são necessárias.

Infelizmente, o que usualmente acontece é que o sonhador, o realista e o crítico entram em conflito e terminam paralisados. O segredo do sucesso é integrá-los de uma maneira produtiva e assegurar que todas as três perspectivas sejam trazidas para a reunião de trabalho no momento adequado. O sonhador sem o realista não consegue concretizar suas idéias, pois há um momento certo para sonhar, um momento certo para planejar as ações e outro para analisar criticamente e localizar as falhas.

O crítico e o sonhador sem o realista ficam paralisados num eterno conflito. O sonhador e o realista podem criar coisas, mas suas idéias podem não ser sólidas sem a ajuda do crítico. O crítico ajuda a avaliar e refinar os produtos da criatividade.

Bem liderado, um grupo de pessoas que reúne estas três perspectivas forma uma equipe coesa de bons inventores e solucionadores de problemas. Como seres humanos, nós todos temos a habilidade de sermos criativos. Na verdade, ser mais ou menos criativo resulta fortemente da estratégia comportamental que escolhemos. Saber combinar e usar adequadamente as perspectivas de sonhador, realista e crítico é um dos mais importantes componentes desta estratégia.

Uma pequena amostra da criatividade de Disney: trecho de Fantasia (1940)

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As lições da Pixar sobre a criatividade coletiva

Publicado em October 18, 2008
Categorias: Criatividade, Princípios e Conceitos | Deixe seu comentário

Estudios Pixar

O cinema costuma apresentar a criatividade como fruto de uma criação individual de um executivo genial. Embora isto possa ocorrer eventualmente, isto é uma exceção e não a regra no mundo real dos negócios. Especialmente nas grandes organizações, as inovações nascem do trabalho coletivo, isto é, da contribuição de especialistas de vários setores. Nas organizações e projetos complexos, a criatividade é o fruto da cooperação de talentos diversos que se completam e se reúnem para solucionar problemas.

Em artigo na Harvard Business Review, Ed Catmull, presidente dos estúdios Pixar, escreve sobre a importância da criatividade coletiva, que ele considera a base dos grandes sucessos daquele estúdio. Desde o início da década de 1990, a Pixar é considerada a líder na tecnologia de animação computadorizada, com extraordinários sucessos de bilheteria como Toy Story, Monstros S.A., Os Incríveis, Carros, Ratatouille e WALL-E.

Vejamos algumas declarações de Ed Catmull extraídas do artigo:

Embora eu não seja tolo bastante para predizer que nunca teremos um fiasco, eu não penso que nosso sucesso se deva à sorte. Pelo contrário, eu acredito que nossa aderência a princípios e práticas para gerenciar talentos criativos e riscos seja a explicação. A Pixar é uma comunidade no verdadeiro sentido desta palavra. Nós pensamos que relacionamentos duradouros são importantes e comungamos algumas crenças básicas:

  • Talento é raro.
  • O trabalho da gerência não é evitar riscos, mas de criar a capacidade de recuperação quando ocorrem falhas.
  • Deve ser seguro dizer a verdade.
  • Nós devemos desafiar constantemente todas as nossas suposições e procurar por falhas que possam destruir nossa cultura.

Um filme contém literalmente milhares de idéias. Elas estão na forma de cada frase; no desempenho de cada linha; na criação dos personagens e cenários; nas locações da câmera; nas cores, iluminação e ritmo. O diretor e outros lideres criativos da produção não criam todas as idéias; pelo contrário, cada uma das 200 a 250 pessoas do grupo de produção pode fazer sugestões. A criatividade deve estar presente em cada nível da parte artística e técnica da organização. Os lideres examinam a massa de idéias para encontrar aquelas que se encaixam de forma coerente no todo - o suporte da história - uma tarefa muito difícil. É como uma escavação arqueológica onde você não sabe o que está procurando ou mesmo se encontrará alguma coisa. O processo é assustador.

O que é igualmente árduo, certamente, é fazer com que pessoas talentosas trabalhem efetivamente umas com as outras. Isto exige confiança e respeito, que nós como gerentes não podemos obrigar; devem ser obtidos com o tempo. O que nós podemos fazer é criar um ambiente que promova relacionamentos confiáveis e respeitosos e que liberem a criatividade. Se fizermos isto corretamente, o resultado será uma comunidade vibrante onde pessoas talentosas são leais umas às outras e ao seu trabalho coletivo. Cada um sente que é parte de algo extraordinário, e que a paixão e as realizações fazem da comunidade um imã que atrai pessoas talentosas que vêm das escolas e de outras empresas. Eu sei que estou descrevendo a antítese das práticas de agências independentes que prevalecem na indústria do cinema, mas este é o ponto: eu acredito que a comunidade é o que importa.

Toy Story 2 foi grande, se tornou um sucesso de critica e comercial e foi o momento definitivo para a Pixar. Ensinou-nos uma importante lição sobre a primazia das pessoas sobre as idéias: Se você der uma boa idéia a uma equipe medíocre, eles estragarão tudo; se você der uma idéia medíocre a uma grande equipe, eles a consertarão ou a descartarão e voltarão com alguma outra coisa que funcione.

Fonte: How Pixar fosters colletive creativty, Harvard Business Review

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Biomimética: Criatividade e inovação inspiradas pela natureza

Publicado em October 11, 2008
Categorias: Criatividade, Ecologia, Princípios e Conceitos | 1 Comentário

Biomimética (imitação da vida) é o novo ramo da ciência dedicado a entender os princípios usados pela natureza e usá-los como estímulos para inovações. As inovações da natureza, que têm sido desenvolvidas a aperfeiçoadas continuamente por milhões de anos, fornecem um estoque inesgotável de idéias e soluções engenhosas. Além das contribuições às inovações tecnológicas, estas idéias têm contribuído também para a causa de proteção ambiental.

Muitos dos conceitos inovadores que os engenheiros e cientistas estão adotando da natureza correspondem ao princípio da sustentabilidade. A natureza sempre alcança seus objetivos com economia, com um mínimo de energia, conserva seus recursos e recicla completamente seus resíduos. Pesquisadores de diversas áreas estão estudando as soluções encontradas pela natureza e procurando adaptá-las na solução de seus problemas e na inovação de seus produtos.

Carrro bionico

Em artigo anterior, Desvendando os segredos dos grandes inventores, vimos dois exemplos de inovações baseadas nas lições da natureza, as invenções do velcro e da máquina de descaroçar algodão. Um exemplo recente é o projeto do carro biônico da Mercedes-Benz. O projeto deste carro se inspira no pequeno Peixe-Cofre (Ostraction Meleagris). A despeito de seu corpo em forma de cubo, este peixe tropical apresenta uma aerodinâmica extraordinária. Ele é também um exemplo único de combinação de rigidez e leveza. Sua pele consiste de numerosas placas ósseas hexagonais que resultam em máxima resistência e peso mínimo que protegem efetivamente o animal.

Os pesquisadores da Daimler Chrysler examinaram esta estrutura biônica e transferiram este princípio para o projeto do carro. Os resultados foram notáveis:

Outras interessantes pesquisas realizadas para estudar as soluções da Mãe Natureza e adaptar seus princípios na melhoria de produtos e métodos:

Nós, os humanos, temos usado os recursos naturais de forma totalmente ineficiente e perdulária, com elevados custos ambientais. A biomimética nos oferece um caminho para aprender com os seres vivos como resolver nossos problemas de forma sustentável.

Se estiver interessado em conhecer mais sobre a biomimética, recomendo a leitura do livro Biomimética: Inovação inspirada pela natureza, de Janine Benyus.

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Criatividade nas palavras de um educador

Publicado em October 2, 2008
Categorias: Criatividade, Princípios e Conceitos | 1 Comentário

No dia 12 de outubro minha querida Escola de Minas de Ouro Preto, completa 132 anos de sua fundação. Para mim, é uma boa ocasião para refletir sobre as palavras de seu fundador, o cientista Claude Henry Gorceix:

Henry GorceixDevem os alunos ser habituados a resolverem problemas cujas soluções dependem das teorias expostas no curso, de modo a desenvolver neles o espírito inventivo sem o qual haverá esterilidade na ciência. Não conheço melhor ginástica intelectual que esta para ensinar aos alunos a raciocinar e habituar o espírito a pesquisas.

É bom, sem dúvida, conhecer-se tudo o que produziram os grandes homens dos outros povos; porém muito melhor é saber servir-se do que eles fizeram parta fazer novas descobertas… Este espírito inventivo é adquirido desde a infância, nos bancos de colégios e escolas.

Algumas décadas depois, o grande pensador suíço Jean Piaget definiu os fundamentos do papel do educador:

O principal objetivo da educação é criar pessoas que são capazes de fazer novas coisas, não simplesmente de repetir o que outras gerações já fizeram - pessoas que são criativas, inventivas e exploradoras.

Dois grandes educadores separados no tempo, mas unidos pelas mesmas idéias sobre o papel fundamental de escolas e professores no desenvolvimento da criatividade e do espírito inventivo.

Brasão EMOPEsta filosofia de educação está bem refletida na frase “Cum mente et malleo“, Com a mente e o martelo, no brasão da Escola de Minas. O papel da escola vai muito além de ensinar o domínio de técnicas e uso de ferramentas e de simplesmente regurgitar conhecimento. O papel primordial é o de desenvolver nos alunos a engenhosidade e a capacidade de raciocinar, de questionar e de resolver problemas.

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